Cada um com seu cada qual!

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Esta é uma expressão que escutava muito quando era criança lá em São Gabriel. Sempre que alguém queria comentar sobre a atitude, nem sempre aceitável de alguém, suspirava que a vida era assim mesmo, que lamentavelmente muitas coisas não se explicavam por si e que cada ser humano pensava, agia ou dizia o que bem entendia, pois, afinal, era “cada um com seu cada qual”.

Acho que, de certo modo, o que escutei quando criança consegue explicar um pouco o que leva um ser humano (?) a tomar a direção de um caminhão e, por dois quilômetros, passar por cima de pessoas, crianças inclusive, matando sem dó nem piedade criaturas que festejavam ou simplesmente assistiam, com orgulho, espetáculos que comemoravam um dia importante para quem, no caso, aprendeu a amar a França e seus símbolos.

Hoje escutei um repórter afirmando que o motorista “era uma pessoa normal”, que gostava de namorar e dançar salsa. Imediatamente pensei que não pode ser normal um indivíduo que mata mais de 70 pessoas, provavelmente pelo simples prazer de matar ou para cumprir determinações de alguém muito mais louco.

Fico imaginando a dor das pessoas que viram seus familiares mortos pela insanidade de um fanático que não titubeou em acatar a ordem de algum superior e andou, por dois quilômetros, arrastando e matando pessoas, muitas esmagadas pelas rodas pesadas de um caminhão dirigido por um provável débil mental.

São mais de 70 pessoas mortas, mais de 100 feridos, alguns em estado grave, vítimas da crueldade, da maldade, de um fanático que mata pelo simples prazer de matar e, no pensamento de suas lideranças, se transforma em herói que morre pela causa.

Não sei até quando vamos conviver com este tipo de coisa, mas sei que não podemos mais permanecer assistindo, passivamente, terroristas tirando a vida de inocentes que, no caso de Nice, queriam simplesmente comemorar o Dia da Bastilha.

Sempre ele!

Mais uma vez o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) demonstra toda sua capacidade de inventar e sair falando o que passa por sua cabeça. Para ele, a verdade é o que ele acha que é, e afirma o que bem entende, sem se preocupar com a responsabilidade que tem como representante de uma parcela de gaúchos.

Em entrevista à Telesur, da Venezuela (tinha que ser) buscou nova justificativa para o processo de impeachment da presidente afastada, sua companheira Dilma Rousseff. Para o petista, não contente em simplesmente falar em golpe, termo que ele e seus companheiros adotaram, a saída de Dilma da presidência aconteceu com “apoio norte-americano” através de empresas multinacionais interessadas nas possíveis privatizações de estatais.

Não sei, pois não tomei conhecimento de toda a entrevista, mas imagino que o quase folclórico deputado tenha encerrado sua participação gritando: “ianques, go home”

É verdade, cada um com seu cada qual!
Tenham todos um Bom Dia!

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