Carência ou Dependência Afetiva?

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                  Ter insônia, irritabilidade, ansiedade, distúrbios
alimentares (comer em excesso ou não comer nada), choro fácil, alternância
de humor, indícios depressivos, parecem sintomas de abstinência e é, mas não
abstinência de drogas,
porém da ausência da figura que se acredita amar. Há pessoas que apresentam
esses sintomas diante de um simples atraso ou de uma separação temporária ou
definitiva do seu parceiro. Toda essa angustia caracteriza um transtorno
de personalidade dependente ou síndrome da dependência afetiva.
Essa doença gera muita dor emocional, muito sofrimento e perturbação para
quem a sofre e também para o/a companheiro/a, pois este último, também, se
mantém em irrestrita aflição, sentindo-se controlado a cada passo e sufocado
permanentemente.
As pessoas que dependem de afeto, apresentam uma
imaturidade emocional expressiva, uma baixa tolerância ao sofrimento, à
frustração, aquela que está igualmente presente na vida dos dependentes
químicos de modo geral.
A dependência emocional se caracteriza sobretudo, pelo medo constante de
estar só. A liberdade, tão valorizada por muitas pessoas, de fato, apavora
outras, que se submetem a quase tudo para não precisarem lidar com ela.
Comumente se sujeitam a situações abusivas, enfrentando humilhações,
agressões, além de serem vítimas de exploradores que se aproximam e causam
verdadeiras devastações materiais e psicológicas.
A origem do problema, geralmente está na infância, onde se estruturou uma
carência profunda. Pais ausentes, negligentes ou aqueles demasiadamente
rígidos e incapazes de demonstrar afeto estão geralmente presentes na vida
de quem sofre dependência afetiva. As primeiras experiências afetivas de um
dependente emocional, na maioria dos casos, foram frustrantes,
insatisfatórias e frias. O dependente, em sua maioria, não foi
suficientemente querido e valorizado por pessoas significativas.
Não recebendo a devida atenção quando criança, tenta diminuir
sua carência tornando-se altruísta, oferecendo aos outros mais do que lhe é
pedido, esperando receber em troca o carinho de que necessita.
É imprescindível ter consciência de que se trata de uma doença e como tal
precisa de intervenção e tratamento. A cura não se dará de um dia para o
outro, mas sim, aos poucos. E assim como no tratamento de todo o dependente:
“Um dia de cada vez!”depressao

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