Escorpião

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Ah… Escorpião – o olhar sobre o este signo provoca, no mínimo, um sentimento intrigante… Um dos motivos deriva do fato de Escorpião ser representado por uma imagem perigosa, culturalmente repulsiva e não muito conhecida na sociedade moderna. No entanto, a busca pelas verdadeiras características angelicais deste signo mostra que possui qualidades únicas e indispensáveis à humanidade. Escorpião realiza o intercâmbio entre a vida e a morte. Regido por Marte – planeta da guerra – dota seus nativos de personalidade namoradora com traços sabotadores, que impregnou a mente humana da ideia de que Escorpião rege também a morte. Porém, asseguro que não se trata da morte física.

Escorpião trabalha com os limites do “assim não dá” – essa é a morte – morte de situações, morte para redirecionar as rotas, morte do passado rumo ao futuro. Escorpião diz “assim não dá” e tenta outra direção, sem permitir atitudes que contradigam as palavras ditas. É quem mais entende a comparação entre a vida e a morte; entende a morte de uma relação para estabelecer a vida. Quantas pessoas vivem “meia vida” quanto se agarram a relações fracassadas. Não vivem mais. Angustiadas, contabilizam o saldo negativo das relações – pouco crédito para um imenso prejuízo. E o pior: sabem quando estão perdendo, quando não querem mais “dessa forma”. Simplesmente sentem a dor que reflete na saúde, na atividade mental e em todos os aspectos da vida.

Libra, que antecede Escorpião na Roda Zodiacal, diz que se relacionar com alguém é alcançar consensos. Em determinados momentos faz-se a vontade de um para, no momento seguinte, fazer a do outro. Às vezes, há quem alerte que não é possível tomar um determinado caminho. Essa negociação é vital para qualquer relação. Escorpião que segue Libra, vai indicar se o relacionamento fluirá, seja amizade, sociedade, casamento ou família. Relacionamento saudável se transforma em poderosa fonte de energia, onde pessoas se sentem fortes e protegidas naquela relação.

Voltando a Marte, que é regente de Escorpião, e é também de Áries, está caracterizado como signo do “eu”. Por isso determina a hora de transformar relações quando não existe mais espaço para o “eu”, quando se está realmente infeliz. Evidencia que uma relação que fortalece a ambos os parceiros não é o amor puro em si mesmo (“oh, como eu gosto do outro”), mas sim, aquela que seja capaz de realizar bons acordos (Libra) para ambos. Algo que permita a vivência do que ambos esperam. Talvez seja a hora de repensar qual dos dois parceiros não está deixando o outro ser quem é, seja lá o que isso implique, e acordar para novos tempos. Mais uma vez é necessário entender porque Marte é o regente de Escorpião: a transformação é ato de guerreiro, algo que exige coragem. É lançar-se e ir. O guerreiro atira-se sem saber o que o aguarda no futuro. No entanto, acredita que está rumando para alguma coisa mais verdadeira e condizente consigo mesmo do que aquilo que estava vivendo até agora. É bom visualizar de cima do penhasco os novos horizontes no momento de lançar-se – é o movimento da vida!

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